AFOS Daily · Síntese do Dia

25 de abril de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

O Polymarket viveu o dia mais volátil do ciclo: três inversões de liderança em 24 horas. Pela manhã, Flávio abriu 4.15pp sobre Lula; à tarde, Lula retomou com 0.35pp; ao fim do dia, Flávio voltou à frente com 0.45pp. A Paraná Pesquisas para o Rio publicou a primeira pesquisa estadual grande mostrando Flávio à frente (47% × 40.5% no segundo turno), replicada por seis veículos. O mercado 'impeachment de ministro do STF' bateu nova máxima histórica intradiária de 15.5%, recuando para 15% no fechamento.

O Polymarket viveu o dia mais volátil do ciclo: três inversões de liderança em 24 horas. Pela manhã, Flávio abriu 4.15pp sobre Lula; à tarde, Lula retomou com 0.35pp; ao fim do dia, Flávio voltou à frente com 0.45pp. A Paraná Pesquisas para o Rio publicou a primeira pesquisa estadual grande mostrando Flávio à frente (47% × 40.5% no segundo turno), replicada por seis veículos. O mercado "impeachment de ministro do STF" bateu nova máxima histórica intradiária de 15.5%, recuando para 15% no fechamento.

1. Mercado de previsão

O Polymarket encerrou 25 de abril com três inversões de liderança no dia. Pela manhã, Flávio Bolsonaro chegou a abrir 4.15pp de vantagem (39.65% contra 35.5%). À tarde, Lula recuperou para 38.5% e Flávio cedeu para 38.15% — gap de +0.35pp a favor do presidente. Ao fim do dia, Flávio voltou para 38.95% (+0.8pp em seis horas) e Lula manteve os 38.5%. O gap fechou em -0.45pp a favor de Flávio. Em 24 horas, gap+0.55pp Lula → +4.15pp Flávio → +0.35pp Lula → +0.45pp Flávio.

A 3ª via teve dia denso. Romeu Zema (Novo) devolveu o salto e fechou em 8.55% (-1.9pp em 24h, voltando bem abaixo dos 10% que ultrapassou em 24/Abr). Renan Santos ficou estável em 5.35% — completou o 8º dia consecutivo sem peça pública. No mercado "3º lugar no 1º turno", Caiado disparou pela manhã de 1.55% para 16.5% (+15pp), seguiu subindo para 26% ao meio-dia, devolveu para 23% à tarde e voltou para 27% ao fim do dia — quase empatando Renan (28%). A maior variação individual do ciclo. Zema continuou liderando esse mercado com 36% (-2.5pp em 24h).

No mercado "2º lugar no 1º turno", a oscilação foi extrema. Flávio recuperou para 66% ao final. Lula caiu para 16.5%. Fernando Haddad repetiu padrão volátil dos últimos quatro dias: 6.1% → 0.225% → 3.35% → 2.7% → 3.2% → 2.6%. A precificação não se acomoda neste mercado.

Impeachment de ministro do STF subiu 1.5pp e atingiu pico intradiário de 15.5%nova máxima histórica do ciclo, superando o pico anterior de 14%. Recuou levemente para 15% no fechamento. Trajetória de cinco dias: 13.5% → 11% → 12% → 12.5% → 14% → 15.5% → 15%. No Senado, PL teve sua própria montanha-russa: caiu 4.5pp (de 82% para 77.5%) pela manhã, recuperou os 82% à tarde e fechou em 80% (-2pp). União Brasil disparou para 7.35% e fechou em 6.15%. PSD recuperou para 5.75% (+1.4pp). MDB estável em 5.1%.

Na expectativa de inflação, as caudas extremas despencaram e parcialmente voltaram: a faixa de 7%+ caiu de 7.2% para 3.9% à tarde e fechou em 4.25%. A faixa central recuou: 5.00-5.49% caiu para 38% (-2.05pp em 24h) e 4.50-4.99% caiu para 37.25% (-1.75pp). O mercado precificou menos certeza concentrada na faixa central ao fim do dia.

2. O que os institutos registraram

A base do TSE chegou a 199 pesquisas indexadas nos últimos 15 dias — três a mais que ontem. Quatro novas Quaest foram registradas em 24 de abril (n=804, 1.104, 1.104, 1.002), todas com publicação prevista para 30 de abril. A Quaest acumula agora 11 pesquisas nas últimas duas semanas, dominando a contagem do calendário.

O destaque do dia foi a Paraná Pesquisas para o Rio de Janeiro, publicada às 11h por seis veículos: CNN Brasil, VEJA, Metrópoles, Exame, SBT News, Pleno.News, Gazeta do Povo e Poder360. Resultados: 1º turno Flávio 39.6% × Lula 36.7%; 2º turno Flávio 47% × Lula 40.5%6.5pp de vantagem para Flávio em estado-chave. O Poder360 registrou ainda que "quase metade dos eleitores do RJ avalia Lula negativamente".

O calendário da próxima semana é o mais denso do ciclo. 27 de abril concentra três Quaest, a segunda rodada da Paraná Pesquisas nacional e a primeira Nexus (~6.700 entrevistados). 28 de abril reúne a AtlasIntel de 5.000 entrevistados, duas Quaest e três outros institutos (~10.700). 29 de abril acrescenta duas Quaest mais a NEOBE (~3.800). 30 de abril concentra as quatro Quaest novas (~4.000). Somado, são cerca de 25.300 entrevistados em quatro dias consecutivos — o pico de densidade do ciclo até aqui.

3. O que a imprensa cobriu

A pauta do dia foi atravessada por três blocos: inversão eleitoral, escalada institucional do STF e tentativas de coalizão à direita.

A Folha de S.Paulo publicou às 18h30 que "Flávio Bolsonaro tem obstáculos a vencer até as urnas" — análise sobre a viabilidade do candidato apesar do bom desempenho regional. Em paralelo, o Estadão registrou Caiado defendendo "convergência" centro-direita, o Terra noticiou Flávio chamando "unidade da direita", e a Gazeta do Povo registrou Tarcísio criticando "lideranças envelhecidas" — três movimentos diferentes, todos do mesmo campo, no mesmo dia.

Do lado do governo, o G1 registrou Lula pedindo, na abertura do Congresso do PT, que o partido "não corresse atrás dos adversários". O Metrópoles apontou que "Lula e Flávio seguem sem palanques em MG e aliados ficam impacientes" — situação simétrica para os dois principais candidatos. O Estadão registrou que Ciro Gomes reconsidera disputar a presidência, com decisão prevista para maio.

No Judiciário, a Folha de S.Paulo publicou às 2h matéria sobre "divisões internas do STF" ("STF faces electoral scrutiny"). O Jornal da Cidade Online noticiou às 12h57 que o relator da CPMI do INSS alertou para uma "delação devastadora" de Daniel Vorcaro. O Paraná Central registrou às 3h da manhã que o STF manteve por unanimidade a prisão do ex-presidente do BRB. O SBT News publicou que Fachin autorizou venda de imóveis para socorrer o BRB. O deputado Marcel van Hattem (Novo) acusou o STF de "querer escolher quem participa das eleições", segundo a Gazeta do Povo.

Como pauta lateral relevante, o Portal do Bitcoin registrou às 17h07 que Donald Trump chamou o Polymarket de "cassino" — declaração que ressoa com o bloqueio aplicado pelo governo brasileiro a Kalshi e Polymarket em 24 de abril, agora replicado por mais de quinze veículos.

4. Divergências do dia

Mercado consigo mesmo: o Polymarket precificou narrativas opostas três vezes em 24 horas (Flávio +4.15pp manhã → Lula +0.35pp tarde → Flávio +0.45pp noite). A magnitude e frequência das inversões sugerem que o mercado ainda processa a Paraná RJ, a publicação da AtlasIntel e as falas de "unidade/convergência" da direita sem convergir para uma leitura estável. O dado isolado de qualquer momento do dia não basta para conclusão estrutural.

Pesquisa estadual × Pesquisa nacional: a Paraná Pesquisas RJ deu Flávio 47% × Lula 40.5% no segundo turno — a primeira pesquisa estadual grande com Flávio à frente. Datafolha (21/Abr) e CNT (21/Abr) nacionais ainda mantêm Lula em vantagem (4pp e 4pp respectivamente). Estados onde Bolsonaro tradicionalmente performa bem (RJ, RS, SP) estão precificando uma direção; o agregado nacional, outra.

Caiado: o salto no mercado "3º lugar" para 26% pela manhã, devolução para 23% à tarde, e novo avanço para 27% à noite — em poucas horas, três movimentos opostos. A maior variação individual do ciclo. Coincide com declaração pública sobre "convergência" (CBN, 24/Abr e Estadão, 25/Abr), mas tem magnitude descolada de qualquer pesquisa. Continua sendo um caso em que o mercado precifica algo que os institutos não capturaram.

Em síntese

  1. Três inversões em 24 horas é o dado. O mercado parece estar processando ao mesmo tempo a primeira pesquisa estadual grande favorável a Flávio (Paraná RJ), a publicação da nova AtlasIntel sendo digerida pela imprensa, e a possibilidade — ainda em formação — de uma coalizão centro-direita.
  2. O mercado "impeachment de ministro do STF" bateu nova máxima histórica intradiária de 15.5% (recuando para 15% no fechamento), superando o pico anterior. A combinação de "bomba atômica" (delação Vorcaro), prisão BRB mantida por unanimidade e divisões internas declaradas pelo Supremo aciona o gatilho — sem qualquer ministro publicamente em risco real de impeachment.
  3. A 3ª via virou plural em três dias. Zema (presidencial 8.55%, 3º lugar 36%), Caiado (3º lugar 27% no fechamento, "convergência"), Renan (presidencial 5.35%, silencioso), e agora Ciro Gomes reconsiderando candidatura (Folha). Se Ciro entrar e Caiado consolidar, a polarização Lula × Flávio pode rachar pelo meio antes do segundo turno.

Fontes citadas: Polymarket, TSE, Paraná Pesquisas, Quaest, AtlasIntel, CNN Brasil, VEJA, Metrópoles, Exame, SBT News, Pleno.News, Gazeta do Povo, Poder360, Folha de S.Paulo, Estadão, Terra, G1, Jornal da Cidade Online, Paraná Central, Portal do Bitcoin.

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE, Paraná Pesquisas, Quaest, AtlasIntel, CNN Brasil, VEJA, Metrópoles, Exame, SBT News, Pleno.News, Gazeta do Povo, Poder360, Folha de S.Paulo, Estadão, Terra, G1, Jornal da Cidade Online, Paraná Central, Portal do Bitcoin

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

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Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo